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domingo, 21 de julho de 2013

Os 10 mandamentos da puta

Obs: post originalmente publicado em 2009

Ainda sobre o livro da Gabriela Leite, Filha Mãe Avó e Puta, nele Gabriela lista 10 mandamentos da puta.

Veja aqui quais são esses 10 mandamentos que não foram escritas em tábuas de pedra por algum amigo imaginário.

Os 10 mandamentos da puta

Primeiro mandamento da puta: serás discreta. Jamais apontarás um homem na rua e dirás que ele é teu cliente.

beijo na boca

Segundo mandamento: não beijarás na boca. Beijo na boca é afetivo, só o darás a quem quiseres.

Terceiro mandamento: não terás cafetão. Não cairás nesta cilada, sob pena de acabares na sarjeta.

Quarto mandamento: não revelarás a fantasia do próximo. A fantasia do teu cliente é secreta e sua identidade jamais poderá ser violada.

Quinto e mais importante de todos os mandamentos: não te apaixonarás pelo teu cliente.

ménage a trois

Sexto mandamento: não sairás da zona para morar com o cliente, sob pena de na primeira briga ele jogar na tua cara: "Fui eu que te tirei da vida!" E tu voltarás para a zona com o rabinho entre as pernas.

Sétimo mandamento: terás ética. Nunca misturarás diversão e trabalho, mas deverás desfrutar das duas coisas.

Oitavo mandamento: cobrarás. Dentro da zona jamais poderás receber um cliente sem que ele pague por teus serviços.

puta moderna calcinha cartões de crédito

Nono mandamento: desconfiarás da cafetina. Por mais que a dona da casa seja boazinha, não poderás ficar na mão dela. Terás que mostrar, com educação, que tu também és esperta.

Décimo mandamento: terás orgulho da tua profissão e usarás camisinha.

Livro: Filha Mãe Avó e Puta

Obs: post originalmente publicado em 2009

Já há alguns meses, esperando começar a sessão de cinema, fui na Saraiva e comecei a folhear uns livros. Como gostei do título, sentei numa daquelas poltronas e comecei a ler mais atentamente este livro, Filha Mãe Avó e Puta, biografia da Gabriela Leite, que se tornou mais conhecida nacionalmente no lançamento da famigerada Daspu, a putique (tá lá no site)/grife de roupas criada pelas prostitutas/militantes da ONG Davida.

livro filha mãe avó e puta gabriela leite
O livro conta a vida de Gabriela, que aos 22 anos, resolveu se tornar prostituta. Fato que a diferenciava (e que ainda diferencia, de certo modo) é que ela não vinha de uma família desestruturada, apesar de ter seus problemas. Na época, era estudante de Filosofia na USP, tinha um emprego "normal", mas medíocre, e era mãe solteira.

Sentindo que aquilo que vivia, não era o seu caminho, deixou a filha ainda bebê com a mãe, e foi ganhar os seus trocos como puta em zonas, por vezes de luxo, mas na maioria, naquelas de baixo meretrício, como dizem. Ou como eu costumo dizer, puteirinhos fuleiros mesmo.

Sem papas na língua, o livro narra desde os primeiros dias como prostituta, até a militância pelos direitos das putas. E como toda boa puta, o que não falta para Gabriela são boas histórias, que ela conta sempre de maneira muito pessoal, o que deixa o livro bem leve de se ler, apesar do tema ser potencialmente pesado.

Mas não espere encontrar relatos picantes à la Bruna Surfistinha, com posições escabrosas e orgias memoráveis. Neste ponto, o livro é até bem comportadinho, especialmente no terço final, onde o foco é a militância e a luta pelos direitos das profissionais do sexo.

No fundo, Gabriela se desnuda em sua biografia. Mas o que aparece não é o instrumento de luxúria, mas sim, sua personalidade, e se você acreditar nisso, por que não, sua alma.

E apesar da autoria ser atribuída a Gabriela Leite, creio que uma boa parte do sucesso do livro em ser delicioso de se ler pode ser creditado a Marcia Zanelatto, que consta como quem tomou os depoimentos de Gabriela (e que possivelmente transcreveu de maneira fluida as histórias).

Bem, abaixo como sempre, algumas passagens do livro. Grifos meus:

filha mãe avó e puta gabriela leite
Enfrentando os percalços da vida, pela primeira vez levantando a voz:

O sujeito era censor de cinema, portanto, policial federal. Era tido como o detentor de todas as virtudes da família e o único que tinha razão em todas as questões. Mas todo esse verniz somente dissimulava seu verdadeiro caráter de torturador e hipócrita, um autêntico exemplar de demônio da ditadura militar.

Ele e sua esposa tinham uma casa de praia, onde vez ou outra passávamos os finais de semana, quando crianças. O que ninguém sabia é que na praia o digníssimo nos levava para longe da arrebentação das ondas e, debaixo da água, ficava nos bolinando. Fez isso comigo, com Gina e uma prima. Tínhamos 9, 10 anos, e isso nos marcou de tal forma que todas nós temos medo de mar. Guardo imagens tenebrosas das ondas passando pela minha cabeça, eu engolindo água, e ele, guardião da moral e dos bons costumes, passando a mão em meu corpo.

Eu, fraca e magrinha, ainda me refazendo de todo o acontecido, fui chamada à sala para uma conversa de "pai para filha" com o desgraçado. Ouvi educadamente ele me dizer que era imprescindível eu revelar o nome do pai da criança, e depois de fazer um discurso óbvio a respeito do assunto, chegar ao clímax com a criativa frase: "Você tem que se conscientizar de que errar a primeira vez é humano, a segunda vez é sem-vergonhice, portanto trate de, a partir de agora, tomar juízo." Apesar de estar me sentindo completamente desamparada, disse a ele que jamais arrancariam de mim o nome do pai da criança, até porque eu tinha medo do que ele, como policial, podia fazer. Disse, olhos nos olhos: "Não confio em suas boas intenções e sei muito bem que o senhor não tem a menor condição de dizer o que é moral." Encerrei o assunto e voltei para o meu quarto, onde chorei até cansar.

Enfrentei o inimigo pela primeira vez na vida e descobri que é insuportável guardar dentro do coração a ira e a indignação frente à hipocrisia e à maldade. Foi ali que descobri o quanto é maravilhoso falar.

E nunca mais parou de falar...

mulher carregando malas
Decidindo seguir o próprio caminho:

Sentei-me na mureta ao lado da porta e fiquei olhando durante horas para a mala. Eu tinha duas opções: ir embora de vez deixando minha filha ou então bater de novo na porta e pedir perdão por ter me atrevido a um pouquinho de divertimento. Fiquei nesse dilema enquanto o céu escuro ia se tornando azul, depois lilás, depois vermelho... Com o dia claro, resolvi ir embora.

Minha filha já estava com quase um ano. Foi muito, muito difícil renunciar a ela. Mas naquela hora não encontrei outra saída. Eu estava vivendo uma situação falsa e não me considerava uma mulher sem futuro. Por que deveria renunciar à minha juventude e aos meus sonhos, que a essa altura eu nem sabia mais quais eram? Também achei que era melhor para Alessandra. Decidi ir atrás de mim mesma e assumir o egoísmo e o risco de ser uma mulher livre, sem saber ao certo o que era liberdade.

Eu tenho que admirar quem admite ser egoísta. Não é todo mundo que faz isso (admitir, porque ser egoísta, isso é regra geral).

Começando na profissão:

Avenida Rio Branco, 623. era um prédio inteiro dedicado à prostituição. Um mundo à parte que eu sequer imaginava existir. Eu me perguntei se os meus amigos do Redondo conheciam aquele prédio e comecei a rir sozinha: diante do que eu estava vendo, aqueles caras eram teóricos ingênuos.

Procurei dona Elsa no 5º andar. Disse que o marido dela tinha me indicado seu apartamento e que era a primeira vez que eu pensava em me prostituir. Ela disse, rindo: "Todas que chegam aqui dizem a mesma coisa, mas tudo bem. Toda noite você me paga uma diária fixa, independentemente do número de clientes que você fizer. Não trouxe toalha? Pegue uma no armário ali do lado e pode ir para a porta trabalhar."

Já dizia Douglas Adams pra nunca esquecer a toalha.

mulher sexy de toalha comendo banana
Ainda sobre primeiras vezes (profissionais):

Ele me perguntou se eu era nova na casa. Expliquei que era minha primeira vez na zona e ele, meu primeiro cliente. "Todas dizem a mesma coisa", disse ele, rindo e já começando a tirar a roupa. Eu continuava sentada sem saber o que fazer, e foi aí que ele constatou a minha total inexperiência. Só de cueca, sentou-se ao meu lado e me abraçou. Instintivamente, me afastei com nojo e comecei a chorar. Ele viu que, de fato, eu não estava mentindo. Vestiu a roupa me olhando, tirou um dinheiro do bolso e me deu: "Vá pra casa, aqui não é lugar pra você!"

Ouvi pela primeira vez uma frase que escutaria sempre e em todas as cidades em que trabalhei. Essa é uma das maiores fantasias dos homens que procuram prostitutas. Muito tempo depois, já mais escolada, eu respondia: "Estou aqui justamente pra você me mandar pra casa." Eles riam, diziam que eu era sacana e ficavam felizes por não estar corrompendo uma mulher direita.

(...)

Percebi que se continuasse sentada na cama olhando feito uma boba um homem se despir, eu não seria uma boa prostituta. Ora, estava ali para transar e tinha que transar. De mais a mais, eu não era nenhuma virgenzinha. Sequei as lágrimas e voltei à porta para aquela multidão de homens subindo e descendo escadas enquanto as mulheres diziam: "Vem cá, meu benzinho."

(...)

Lá pelo meio dia, recebi o primeiro elogio de um cliente, que disse que eu era muito carinhosa, diferente das outras: eu beijava na boca. Me despedi dele com uma pulga atrás da orelha. Ora, se ninguém beijava na boca, por que eu estava fazendo tão grande sacrifício? Então algo estava errado e eu, definitivamente, teria muito que aprender.

Beijem na boca, meninas, beijem na boca. Garanto que isso vai aumentar a propaganda boca a boca de vocês. =P
puta
Sobre fantasias...

Havia um rapaz muito bonito cuja loucura era a mulher usar um salto bem alto e fino. A gente não costumava trabalhar de salto, pois era muito cansativo. Então, quando o rapaz chegava na portaria, as meninas iam avisando umas às outras e em cinco minutos havia um batalhão de mulheres de salto. Afinal, ele era muito educado e pagava bem. Não nos dava trabalho, pois nem transava. O ritual era o seguinte: ele entrava no quarto com a mulher de salto e pedia para ela andar de um lado para outro. Depois, ela devia colocar o pé sobre a barriga dele, e então começava a sabatina: "Onde você comprou esse sapato? Qual o tamanho do salto? É confortável?" E assim o rapaz gozava, feliz da vida. Era só isso. São os mistérios do desejo.

Como a B. (A vida secreta) sempre diz, o fetiche do outro é coisa estranha.

... E diferenças:

Depois dele tive outros clientes com deficiência física. Cegos, homens com paralisia da cintura para baixo que não tinham ereção mas tinham desejo. Essas pessoas se tornam importantes para nós. Toda prostituta tem clientes assim. Nem todas percebem que esse é um privilégio da nossa profissão, que é uma das suas partes mais nobres, esse aprendizado da solidariedade, da quebra de preconceitos tão enraizados na sociedade, que cultua o belo e exclui a diferença.

As experiências com cafetinas:

Assim passei vários meses na Ruth e ela gostava de mim. Sempre tive sorte com cafetina, não peguei mau-caráter, e quando a cafetina não é mau-caráter, geralmente ela trata as meninas com respeito. É só você não entrar de sola, não fazer baderna, levar as coisas numa boa. E eu sempre fui muito na minha, o meu máximo foi a cena do elevador, quando eu estava na onda de tomar bolinha. Cafetina não suporta mulher que dá problema, e no meio da prostituição isso não é raro.

Uma das muitas situações vividas já na militância, no norte do Brasil:

Logo depois do café, voltamos às prostitutas para levar as camisinhas e as encontramos presas a cadeado dentro da casa. Indagamos o cafetão e ele disse simplesmente: "Mas se eu deixar a casa aberta, elas fogem." Não tivemos dúvida, denunciamos ao governo do estado, sua casa foi fechada, ele foi preso e nunca mais pisamos no Oiapoque.

putique daspu
Sobre a Daspu:

A Daspu é o ápice de todos esses anos de trabalho. Eu sempre tive convicção de que o trabalho social não pode ser uma coisa árida, sem graça, sisuda. Detesto aquela coisa de militante ir pra seminário, falar mal de tudo e usar "a nível de". Para mim o trabalho tem que ser leve, belo, feminino, com arte.

Na passarela, as meninas mostram a cara, soltam a voz e se liberam do estigma. A imprensa internacional todo ano acompanha nossos desfiles, nos entrevista, amplia nossa voz. Elaine Bortolanza, uma amiga minha de Brasília, escreveu um texto para a Revista Global e o título dele resume para mim o que é a Daspu: Passarelas Passeatas.

(...)

Eu gosto da beleza. Minha tia, minha avó, meu pai, todos eles gostavam da beleza. Acho que foi Lênin quem disse que da burguesia devemos copiar o bom gosto e o refinamento. Foi o que decidi levar dos meus antepassados aristocratas. Ver as meninas na passarela vestindo uma roupa bonita, jogando charme, derruba preconceitos. É nisso que eu acredito. A beleza vence a hipocrisia.

Eu acho que ainda não derruba preconceitos, nem vence a hipocrisia. Mas é um começo. Um bom começo.

Em suma, revelações e considerações finais:

Claro que todas as prostitutas, como eu, já gozaram com seus clientes. Por mais que um homem seja desconhecido, ele pode ser o tipo que satisfaz nossas próprias fantasias, sem que se diga nada. Ou é daqueles homens que fazem o coração bater mais forte. No meu caso, minha maior fantasia sempre foi essa: encontrar homens desconhecidos, que me levassem ao orgasmo até com uma trepadinha boba. Todo mundo sabe o que é isso, todo mundo já sentiu uma atração imensa sem motivo aparente.

O duro é você conseguir distinguir se você é um desses casos ou apenas mais uma fingidinha básica da profissão. :)

O mundo não é feito de vítimas. Todo mundo negocia. Alguns negociam bem, outro mal. Mas cada um sabe, o mínimo que seja, quanto vale aquilo que quer. E sabe até onde vai para conseguir o que quer. Com a prostituta não é diferente.

Como fantasia, o desejo de ser puta acompanha todas as mulheres, na cama ou na imaginação. Mas como profissão é outra coisa. O que a puta tem que as outras mulheres não têm? Nada. O que as outras mulheres têm que a puta não tem? Nada.

Como profissional, andando na rua, elas são indistinguíveis. É mais provável que você, na rua, considere uma piriguete qualquer uma puta, do que uma profissional de verdade como tal.

cartaz daspu cd
E finalmente, pequenas reflexões sobre o homem:

O que eu sei e creio que toda grande puta sabe é que o homem é de uma fragilidade imensa. E saber isso eu devo à prostituição. Porque ali dentro do quarto é que eles se mostram. Homem não é algoz, não necessariamente. É mais fácil a mulher ser algoz. Eles têm a primazia na sociedade, nós tivemos que dar nosso jeito, discretamente.

(...)

A maioria dos homens não sabe trepar. Dependem quase integralmente de uma parceira que lhes ensine os mistérios do seu corpo. Eles trepam na quantidade, não na qualidade. Morrem de medo do pau não subir e só passam a usar a imaginação quando começam a ganhar muito dinheiro e vão para a zona pagando para fazer de tudo.

Acham que ser viril é estar sempre de pau duro. Não é. O homem viril é o homem que se dá. Esse homem que está sempre de pau duro, ele só pensa no prazer dele. Pau grande pode ser um problema se o homem não se dá.

Por saber de tudo isso, a puta está mais para amiga do que para amante. A amante quer ser esposa. A puta jamais vai aconselhar um homem a deixar a esposa e a família. Ela vai conversar com ele sobre tudo que o sujeito não conversa com ninguém, e eu já vi muita puta salvar famílias.

Muitas vezes o sexo é quase uma desculpa para o homem poder conversar com sua prostituta predileta. Mesmo que ele fale mal das putas, ele sabe que o que conta dentro do quarto morre ali.

E eu concordo com tudo o que foi dito acima.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Scot Sothern e suas fotografias de prostitutas decadentes em Lowlife

Lowlife é um termo em inglês que designa uma pessoa moralmente inaceitável na sua sociedade. Lowlife também é o nome de uma série de fotos e do livro composto por elas, de Scot Sothern. Nesta série, que demorou cerca de vinte anos para vir a público, o artista retrata aquelas prostitutas que estão na base da pirâmide, aquelas que vendem o corpo por alguns trocados, que muito provavelmente irão alimentar os seus vícios em drogas, e que estão muito longe do glamour e da beleza das prostitutas de luxo.

Uma piada diz que as mulheres que vendem (na verdade, alugam) o corpo por dinheiro são acompanhantes se forem ricas. Se forem pobres, são putas mesmo. Bem, se esse for o caso, a fotografia de Sothern retrata de maneira crua e sem pudores essas putas trabalhadoras, do sul da California (ironicamente, o estado mais rico dos EUA). O livro que reúne essas fotografias vem acompanhado de comentários do autor acerca das prostitutas e das situações em que cada foto foi tirada. (Uma proposta parecida com a de Jeff Fischer e seu projeto I date a Hooker, com a diferença de que este último não foca naquelas que estão na sarjeta, mas ainda assim, bem interessante.)

Vejam abaixo algumas das fotografias de Scot Sothern com suas prostitutas decadentes, com os comentários traduzidos em algumas fotos (para saber mais sobre a maioria das fotos, você provavelmente tem que comprar o livro):

Scot Sothern fotografia low life prostitutas decadentes putas degeneradas

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Pepper

"Não há lua, não há estrelas, não há teto, só o preto do chão até o céu. Pepper pega a minha mão e me guia pelo caminho que eu não consigo enxergar por um mato debaixo da auto-estrada Hollywood. Há uns poucos metros, cigarro aceso, vaga-lumes vermelhos flutuando, grunhidos baixos e encantos baixinhos. Pessoas que eu não consigo ver, vampiros e lobisomens. Alguém late como um cachorro, ele diz, Late late filho da mãe.

Seis metros acima de mim, carros estão passando voando, serpenteando como cobras a noventa milhas por hora. Estou chapado de drogas, crack, cocaína, o que neste momento, eu altamente recomendo.

Pepper conhece os habitantes deste cemitério improvisado. Ela conhece as rotas através das tumbas e dos becos sem-saída. Alguém tirou a Bic e eu vejo o pano de fundo pintado dos meus sonhos. Eu digo a Pepper, vá ali. Pepper me pergunta sobre o guarda-roupa e decidimos que ela deve abrir a camisa dela, mostrar os peitos e abaixar as calças dela. Quando eu aperto o obturador o flash é brilhante e lindo e Pepper é uma visão de inocência e pureza."


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Missy

"Missy é uma travesti de rua viciada em droga com uma personalidade agridoce. Ela mora nas ruas ou passa a noite com amigos em abrigos. Em um quarto de hotel por hora, eu a posiciono na cama em frente a televisão. Eu ligo o tubo, olhando para a tela. A cabeça de Jesse Jackson saúda a America.

Eras atrás, Jesse Jackson estava em evidência quando James Earl Ray tomou a vida de Martin Luther King com uma bala guiada pela raiva. Mesmo assim, aqui está Jesse ainda cheio de esperança. Eu quero dizer, eu gosto dele. Eu até votei nele uma vez.

Missy me diz que ela nunca votou para ninguém porque todos os políticos são mentirosos e cuzões babacas.

Eu peço a ela pra olhar pra mim e pensar em algo feliz, então eu bato três rápidas fotos, mas o flash só dispara na primeira e na terceira."


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Starlight

"Eu tiro fotos de Starlight no banco de trás, mas eu estou preocupado que ela vai cochilar para a Cidade Nebulosa dos sonhos. Eu realmente não quero uma puta desmaiada no carro, então eu termino a sessão de fotos e dirijo até onde eu a encontrei. Antes dela sair, eu pego na minha mochila um pacote de três camisinhas.

"Aqui, pra você", eu digo. "Leve esses com você. Se proteja."

Ela olha pra mim de um jeito fora de foco. Ela pega a carreira de camisinhas, salta do carro e enquanto cambaleia de volta para as sombras, arremessa as camisinhas no meio-fio como um cigarro usado."


Scot Sothern fotografia low life prostitutas decadentes putas degeneradas

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Imagens via site de Scot Sothern e Beautiful Decay - Scot Sothern shot prostitutes... with a camera (de onde peguei a dica) e VICE - Scot Sothern Hopes You Hate his Photos of Prostitutes (onde tem uma ótima entrevista com o fotógrafo, em inglês).

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Sexo grátis em bordel em Praga - um reality show sexual

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

Sobre puteiros ou casas de massagem em Floripa - um pequeno de guia de como funcionam

Obs: texto original de 2008, republicando.

Dois avisos:
- Este post se trata sobre sexo. Sexo pago. Prostitutas, putas, messalinas, garotas de programa e quaisquer outras denominações, enfim. Mas nada de muito baixo calão. =P Se você se sente ofendido com isso, não reclame pra mim, só não leia, hauhauhau.

- Todas as informações deste post são relacionadas a experiências pessoais, portanto, se trata basicamente do meu ponto de vista.

red light district
(Foto do Red Light District - Distrito da Luz Vermelha - em Amsterdã, famoso por sua generosa oferta de sexo.)

Primeiro, vou explicar aqui uma pequena classificação, que pessoalmente EU uso, para separar os diferentes serviços prestados e suas prestadoras. Quando se trata de sexo pago, podemos dividir o serviço em alguns tipos:

- Estabelecimentos aonde o cliente vai ao encontro das meninas.
- Agências onde tudo é acertado por telefone, e a moça geralmente vai ao encontro do cliente (ou a algum lugar pré-combinado).
- Freelancers. São meninas que estão nessa vida sozinhas, ou seja, sem um agenciador, a.k.a. cafetão/cafetina. Entre essas, existem as que fazem ponto na rua, as que são "de luxo" e outras, atendem tanto "em casa" quanto "a domicílio".

Bem, vou falar sobre o primeiro tipo, que é o que eu mais tenho conhecimento in loco ;)

Podemos dividir esses estabelecimentos em basicamente dois tipos: as boates e as casas de massagem.

As boates, todos devem conhecer pelo menos uma, pois praticamente toda cidade tem. Nessa categoria, eu coloco todas as boates, ou qualquer nome que queiram (casa de show, etc...), e que trabalham apenas a noite. Aqui em Floripa, são normalmente de luxo, e os exemplos mais conhecidos são o Sex Night Club e o Bocarra.

Como esses lugares são de gente com mais $$$, eu particularmente nunca fui em nenhum desses dois. Mas através de relatos, a gente sabe como é. Basicamente, o que esses relatos dizem é que as meninas ficam por ali e quando chega um cliente, elas pedem pro cara pagar um drink (porque elas ganham uma porcentagem da casa). Aí vem então a negociação, que pode resultar em um programa, ou não.

Geralmente essas boates mantém alguns quartinhos para isso, então o programa pode ser feito na própria boate ou fora dela (neste caso, acaba custando mais caro). De qualquer maneira, o sexo nesses lugares sai caro: além da consumação, um programa não custa menos R$ 150 por meia hora (e isso se você conseguir um bom desconto!).

Para os menos abastados, como este que vos fala, temos as casas de massagem. Também chamados de inúmeros eufemismos, como clínicas de estética, clínicas de massagem, privês e outros, eu geralmente os chamo carinhosamente de puteiros (mas você pode chamá-los de prostíbulos, bordéis, casas de prostituição, etc).

red light district
(Mais uma imagem do Red Light District.)

Claro que existem casas de massagem luxuosas, mas pelo menos aqui em Floripa, essa não é a regra. A imensa maioria é formada por estabelecimentos mais "populares", por assim dizer. A faixa de preço fica entre R$ 30 e R$ 60, por meia hora.

Muitos desses puteiros funciona num horário próximo ao comercial, o que quer dizer entre 9 da manhã e 7 da noite. Outros trabalham em horários mais flexíveis, alguns são puteiros 24 horas por dia.

Uma das coisas que chama a atenção em Florianópolis, é a quantidade de puteiros que existem no centro, em galerias ou prédios comerciais. E não é difícil encontrá-los: uma olhada nos classificados do jornal, ou mesmo um passeio pelo Calçadão da Felipe Schmidt. Se você for homem e estiver andando sem acompanhamento feminino, provavelmente vão te oferecer vários panfletos com ofertas para "trocar o óleo". (Sim, essa do "trocar o óleo" é verdadeira, e estava escrito no papelzinho.)

car wash gata trocando oleo

O funcionamento desses puteiros geralmente segue um mesmo script: chegando ao local, você é levado a um cômodo, geralmente uma espécie de pequena sala de estar. Neste lugar, quem te recepcionou pergunta a você se já conhece a casa, as regras do lugar, etc.

Se você é novo no local, ela geralmente explica as regras, que não fogem muito do seguinte esquema: XY reais por meia hora ou XX reais por uma hora, o que geralmente inclui o sexo "normal" (vaginal) e o oral. Qualquer coisa a mais, é negociado diretamente com a garota que você vai escolher.

E a escolha da garota é peculiar. As vezes elas entram juntas, numa fila indiana, outras vezes elas entram aleatoriamente, vindas de diversos outros cômodos. Mas praticamente sempre elas acabam formando uma fila na sua frente, como se estivessem num desfile de moda e você fosse o juiz, e se apresentam com seus nomes de guerra.

gatas de biquini
(Só pra você ter uma idéia.)

A hora da escolha sempre é interessante. Algumas garotas, mais "malandras" (no sentido de experientes no trabalho), adoram fazer aquele charminho típico das mulheres, usando caras, bocas e curvas, pra conseguir o trabalho. Outras são mais tímidas, mas as vezes acabam-se mostrando muito melhores na cama.

Em alguns lugares, essa hora da escolha pode ser prolongada, com uma cervejinha ou outra bebida, como se fosse num barzinho. Mas a maioria dos locais segue um estilo mais "fast food", ou seja, a hora da escolha tem que ser rápida, como se você estivesse numa fila do Mc Donalds. Por isso, muitos apelidam esses programas como "fast foda" ou "mc foda". =P

De vez em quando, as casas fazem semanas temáticas. É semana da lingerie branca, semana das coelhinhas, das empregadas, etc. Nessas, todas as garotas estão sempre com o "uniforme" parecido. Me lembro que peguei uma semana das coelhinhas, e sinceramente, eu não achei aquela tiara de orelha de coelho nada sensual. Em certas pessoas, esse cosplay definitivamente não combina.

Feita a escolha, a menina escolhida te conduz a um quarto vago. O pagamento pode ser feito nesta hora, já acertando de antemão o tempo do programa, ou então depois dele. Vai depender da casa.

Depois da menina te conduzir ao quarto, ela invariavelmente vai te deixar sozinho uns instantes no quarto. Ela sai para ir pegar a sua pequena necessaire com acessórios pessoais, que sempre inclui a camisinha, e outras coisas, como géis lubrificantes, por exemplo. Essa pequena necessaire é, carinhosamente apelidada por alguns, de "kit foda".

Bem, depois é o que rola em 4 paredes. E aí, pra contar todas as histórias, um post só não bastaria.

E aí, deu pra matar a curiosidade?

Eu saio com uma prostituta - Jeff Fischer's I date a hooker

Obs: texto original de 2011, republicando.

Jeff Fischer é certamente um cara diferente. Ele, como a maioria de nós (eu não incluso), sai para encontros românticos. Só que os seus encontros são com prostitutas. E não, não digo "encontros românticos" como eufemismo para sexo, se bem que uma coisa não exclui a outra.

Alguns desses encontros foram parar em um livro, o "I date a hooker", em que Jeff não apenas conta um pouco como foram os encontros, mas as suas impressões sobre eles. Ilustrado com fotos da fotógrafa Laura Crosta, o projeto/livro mostra um interessante ponto de vista.

Abaixo, além das fotos de Laura Crosta, estão traduções livres dos textos de Jeff sobre seus encontros.

Jeff Fischer

I date a hooker - saio com prostituta jeff fischer

Minha primeira experiência sexual foi com uma prostituta. Um pouco diferente do sexo com sua namoradinha da escola quando seus pais não estão em casa. No meu caso, meu pai disse: "Filho, é hora de você se tornar um homem". Eu não tinha muita certeza do que ele estava falando até que ele me levou a um hotel para me encontrar com essa doce dama chamada Diane.

Eu acho que algumas pessoas surtariam com essa experiência. Mas eu achei totalmente excitante. A melhor coisa que já me acontecera na vida.

Isso foi há muito tempo, mas eu ainda adoro prostitutas. Eu amo os seus corpos deliciosos e cinta-ligas, mas eu também me importo com elas como seres humanos.

De vez em quando as pessoas me perguntam por que eu saio com prostitutas ao invés de sair com garotas normais. Eu acho que a resposta a isso é bem óbvio. Mas a verdade é, eu tenho uma quedinha por prostitutas. Eu acho que elas merecem muito respeito. Elas são legais, pessoas decentes que deveriam ser levadas a encontros apropriados. Este livro documenta alguns dos mais memoráveis encontros com prostitutas que eu tive.

Nikki - Jantar e uma caminhada pela praia

I date a hooker - saio com prostituta nikki

A primeira vez que eu me encontrei com Nikki eu fiquei totalmente impressionado. Eu fiquei boquiaberto por uns cinco minutos. Ela é uma das pessoas mais confiantes que eu conheci. Uma exibicionista total. Ela não tem medo de nada. Ela é confiante e isso é muito sexy.

Para Nikki, sexo é um, estilo de vida. É o que ela faz. Ela tem sido uma dominatrix e rainha pornô por dez anos. Ela fez as pazes com o fato de que ela é uma prostituta. Ela adora isso.

Eu queria que nosso encontro fosse especial, então comecei levando-a a uma romântica caminhada pela praia ao pôr do sol. O que rapidamente nos levou a dar uns amassos embaixo do píer. Minha mente era girava como um redemoinho. Eu pensava em todas as coisas que poderíamos fazer. Era incrivelmente sexy.

Acabamos saindo para jantar e conversar. Nikki é uma garota realmente inteligente. Simplesmente incrível. Um pouco intimidante, mas totalmente sexy. Ela não fez as suas tatuagens até os 30 anos.

Ao se aproximar o final do encontro, as coisas começaram a esquentar bastante. Por sorte, havia um hotel do lado do restaurante. Ficamos brincando por um tempo, mas eu guardei o melhor para um outro encontro. Eu quero saborear meu tempo com Nikki. Ela é uma pervertida absolutamente safada e eu amo isso.

I date a hooker - saio com prostituta nikki

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Carmelita - A pista de corrida

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Quando eu peguei Carmelita para o encontro, a primeira coisa que notei foram os dois enormes peitos falsos. Realmente espetaculares. Ela tinha ombros largos, poucos quadris e uma clavícula forte. No começo achei que ela podia ser um homem. Mas conforme íamos andando, eu notei que ela tinha muitas qualidades femininas. Difícil de dizer. Mas o meu instinto diz que ela é na verdade uma trans pós-operada. Pra mim, isso é realmente excitante.

Eu adoro apostar, então decidi levar Carmelita para o hipódromo. Nós tomamos alguns drinks e comemos um pastrami. Então apostamos algum dinheiro nos pôneis. Ela parecia disposta a jogar em qualquer um. Um trompista que trabalha no hipódromo nos fez uma serenata. Chamamos bastante a atenção de todos. Eu consegui ouvir algumas pessoas sussurrando que ela era um homem.

Carmelita é uma mistura mexicana e italiana. Ela é super esperta e tem um mestrado em psicologia. Mas ela não consegue ficar longe do poste (do pole dance). Ela é uma dançarina/garota de programa de luxo que faz festas privadas por um bom dinheiro.

O encontro inteiro ela ficou se agarrando em mim. Eu estava largando mão da ideia dela ser um cara. Precisamos de mais tops de bordados de rede neste mundo. Eu quero me encontrar de novo com ela em um futuro próximo. Três palavras para descrevê-la: deliciosa, pós-operada, rosto largo.

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Krystal - O clube de tiro

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Meu encontro com Krystal foi incrível. Ela me lembrou muito uma ex-namorada. Muito firme. Bonita, esperta, presente. E acima de tudo, sexy de um jeito elegante, mas com a pitada ideal de safadeza.

Eu queria fazer algo realmente diferente com Krystal. Então eu comprei flores para ela e a levei a um estande de tiro. Ela ficou maluca. O clima esquentou. A 9mm a excitou totalmente. Krystal é casada e faz uns truques por fora. O marido dela é um bêbado, então ela só está tirando o tempo perdido.

Krystal é originalmente do Mississipi. Ela tem essa qualidade de garota doce do sul, mas meio safada. Ela não facilitou. Ela era toda negócios. Um grande desafio. Eu tentava fazer ela rir, provocando-a. Mas ela não tinha problema me devolvendo a provocação. Eu preciso de uma luta. Eu amo mulheres poderosas. Eu gosto de uma garota que sabe o que quer.

Ela é do tipo levar-pra-casa-e-apresentar-para-os-pais. Uma palavra para descrevê-la: sexy. Diretamente sexy. Ela tem uma sexualidade dominada. Super excitante. Eu fiquei desapontado que Krystal é casada. É uma tragédia. Eu acho que ela poderia ser a escolhida.

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E as considerações finais de Jeff:

Uma coisa que eu sei por sair com prostitutas é que todas elas só querem ser felizes. Elas querem curtir a vida.

Eu aprendi muito sobre essas mulheres, mas eu aprendi muito sobre mim mesmo também. Finalmente me soltei com essas garotas. Eu até mesmo percebi que se uma garota gostosa foi um dia um cara, eu ainda a pegaria. Apenas pelo bem da experiência social.

Eu também aprendi que eu me dou bem com essas mulheres porque elas só querem ser tratadas como seres humanos. Do mesmo jeito que eu quero ser tratado. Todos nós vivemos vidas duras. Mas isso não nos faz menores como pessoas.

No final, eu trato prostitutas com o respeito que elas merecem. Eu tenho uma queda por pássaros de asas quebradas.

Meu pensamento final é bastante simples. Sempre faça o certo pelas pessoas. E sempre o agasalhe.

Imagens e texto via site da artista/fotógrafa Laura Crosta, onde há mais fotos e histórias de Jeff com outras prostitutas.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Pintando a vida e os sonhos de prostitutas com Natalia Fabia

Natalia Fabia é uma artista que é fascinada pela vida das prostitutas. Com várias séries pintadas sobre elas (como "Mundo de Sonhos de Prostitutas" ou "Mansão das Putas"), Natalia exibe um mix de cores fortes e vivas, retratando mulheres de vida não tão fácil assim, que se escondem por trás de um falso glamour.

Vejam algumas de suas pinturas:


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Festinha entre as meninas.

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Pelada entre os brinquedos.

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De lingerie atrás do portão.

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Com luz vermelha, um clássico em puteiros e afins.

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Prostitutas também sonham, com bichinhos de pelúcia e belas paisagens.

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Mundo dos sonhos de putas.

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Apreciando uma pizza.

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Descansando e sonhando no sofá.

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Festa na piscina.

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Convidando a entrar.

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"Mansão de putas." Uma grávida descendo a escadaria.

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Insinuando-se.

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E levando pro quarto para o programa.

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Banheiros - "Salas do pó".

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E pra finalizar, um trabalho recente, mostrando os peitos.

Imagens via site de Natalia Fabia. Dica via Supersonic Eletronic - Natalia Fabia.
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